O genial CEO da Tesla Motors é o mais inovador empreendedor que se ouviu falar nos últimos ano, Elon Musk, é também um dos mais imprevisíveis e ambiciosos do Vale do Silício e a imprensa sempre o rotula como o próximo Steve Jobs, mas vemos potencial para mais impacto que Jobs causou.  O garoto sul africano Musk sempre foi apaixonado por tecnologia, pelo espaço e por energias renováveis e se mudou para os Estados Unidos ainda quando garoto. Lá, seu objetivo era unir suas paixões e empreender e, sem se preocupar com dinheiro, ele se tornou um dos 100 homens mais ricos do mundo.

Um garoto inquieto… Querendo mudar o mundo
Elon Reeve Musk nasceu em Pretória, África do Sul, em 28 de junho de 1971. Seu pai, Errol Musk era um engenheiro e empreendedor, e sua mãe Maye era uma modelo conhecida e nutricionista. Elon tinha dois irmãos mais novos, Kimbal e Tosca.

Dotado de uma memória fotogênica e um apetite pela leitura, Elon se saiu bem no colégio. Seus pais se divorciaram durante sua adolescência e aos 17 anos Musk deixou a África do Sul para ir ao Canadá. Sua mãe Maye era uma cidadã canadense e por isso Elon conseguiu o passaporte canadense. Elon acabou se matriculando na Queen’s University em Kingston, Ontario. Ele escolheu a Queen’s porque considerou que a faculdade tinha mulheres mais bonitas do que nas outras universidades. Quando seus irmãos foram para o Canadá, Elon e Kimbal tinham o hábito de ligar para algumas pessoas interessantes, para marcar uma conversa e um almoço. Eles conseguiram se encontrar com diversas pessoas influentes, incluindo o diretor de marketing do time de baseball Blue Jays, um escritor de negócios do jornal Globe e um executivo do Bank of Nova Scotia.

Elon estudou Administração e começou a vender partes de computadores e PCs montados em seu dormitório. Ele estava começando a se destacar academicamente e,  depois de dois anos na Queen’s, pediu transferência para a Universidade da Pensilvânia com uma bolsa de estudos. Ele decidiu estudar Economia na Wharton School e um bacharelado em Física.

Ele e seu colega de quarto Adeo Ressi alugaram uma casa perto do campus. Nos fins de semana eles transformavam a casa em uma boate e cobravam cinco dólares de entrada. Não era incomum que 500 estudantes aparecessem numa sexta ou num sábado à noite – permitindo que Elon e Adeo pagassem o aluguel de um mês inteiro em apenas uma noite.

Enquanto estava na Universidade da Pensilvânia, Musk escreveu um trabalho detalhando “a estação de energia do futuro”, que consistia em enormes matrizes solares no espaço, transferindo energia para a terra via microondas. Ele também escreveu um segundo trabalho que falava sobre colocar toda a informação do mundo em um único banco de dados. Um terceiro versava sobre o potencial comercial dos ultra capacitores como dispositivos de armazenamento.

Musk decidiu perseguir projetos em três áreas – a internet, energias renováveis e o espaço. Ele não estava muito preocupado em se tornar rico ou ganhar dinheiro, e sim fazer a diferença no mundo.

O primeiro empreendimento, a Zip2

No verão de 1994, Elon Musk e seu irmão Kimbal viajaram pelos Estados Unidos dirigindo um BMW 320i de 1970. Eles começaram em São Francisco e terminaram na Pensilvânia.

Elon fez estágios em duas empresas do Vale do Silício, o Pinnacle Research Institute, que explorava maneiras de utilizar ultra capacitores em veículos elétricos e híbridos e a Rocket Science Games, que estava começando a passar os jogos dos cartuchos para a então novidade, os CDs.

Musk gostou muito do Vale do Silício e, assim que se formou, voltou para lá e perseguiu seu doutorado em Ciência de materiais e Física em Stanford. Ele largou Stanford depois de dois anos e convenceu seu irmão Kimbal a se mudar para o Vale do Silício.

Os irmãos decidiram lançar a Global Link Information Network, que mais tarde passou a se chamar Zip2. A empresa queria ser um classificado de restaurantes, lojas de roupa, cabeleireiros e outros negócios. O objetivo era listar os serviços destes negócios em um diretório pesquisável ligado a um mapa.

A Zip2 alugou um pequeno escritório em Palo Alto e começou a contratar funcionários. Elon cuidava da programação do site, enquanto Kimbal começou a vender o produto de porta em porta. O pai deles deu $28,000 para financiar o negócio, mas o dinheiro estava tão apertado que Elon e Kimball dormiam no escritório nos primeiros três meses. Eles tomavam banho em uma academia local.

Vender catálogos em um diretório online era muito difícil no final de 95. O time de vendas lutava, mas ninguém estava comprando. Apesar disso, os irmãos continuaram confiantes.

No final de 1996, a empresa de investimentos Mohr Davidow Ventures soube que eles estavam tentando criar as páginas amarelas virtuais e depois de se encontrarem com Elon e seu irmão algumas vezes, concordaram em investir $3 milhões na Zip2. Com esse investimento, a Zip2 decidiu criar um software que seria vendido para os jornais, permitindo que eles construíssem seus diretórios locais online para as imobiliárias, concessionárias de automóveis e outros anúncios classificados.

A injeção de capital também permitiu que a Zip2 pudesse contratar pessoas mais talentosas. Um novo CEO e engenheiros de software foram contratados, mas Elon, diretor de tecnologia, ficou incomodado, pois ele queria ser o CEO.

A mudança na direção da Zip2 funcionou muito bem. O New York Times, a Hearst Corporation e várias outras empresas não só assinaram o serviço, mas também investiram com $50 milhões adicionais no negócio.

Em abril de 98, a Zip2 anunciou que ia se fundir com a CitySearch, sua principal concorrente, em um acordo de cerca de $300 milhões. No começo, Elon Musk era a favor do negócio, mas depois mudou de ideia e fez de tudo para que o negócio fosse dissolvido. O conselho da empresa cancelou a fusão, o que deixou a Zip2 em uma posição precária, já que o negócio estava perdendo dinheiro. Então, a empresa Compac se interessou pelo negócio e ofereceu $307 milhões pela Zip2. O conselho aprovou a venda e, com isso, Elon Musk recebeu $$22 milhões por suas ações da empresa e seu irmão Kimball ficou com $15 milhões.

A x.com e o PayPal

Com o dinheiro da venda da empresa, Elon decidiu que era hora de lançar um novo serviço, um banco online. Ele registrou o domínio e abriu a empresa X.com em março de 1999 e logo começou a recrutar engenheiros de software e a desenvolver seu plano de negócios.

Ele montou um time inicial que incluía dois canadenses com muita experiência em finanças, Harris Fricker e Christopher Payne e Ed Ho, um antigo executivo da Zip2.

Em cinco meses, os co-fundadores se cansaram dos conflitos com Elon Musk e deixaram a X.com. Em novembro de 1999, a X.com conseguiu sua licença para iniciar sua operação bancária. Foi lançada como um dos primeiros bancos online do mundo no mesmo ano e conseguiram 200.000 clientes nos primeiros dois meses de operação.

O sucesso inicial da empresa não passou despercebido e em alguns meses, ela já tinha um competidor chamado Confinity. A Confinity foi criada para que os donos dos Palm Pilot pudessem enviar dinheiro utilizando a tecnologia infravermelho disponível em seus aparelhos. Quando perceberam que o mercado era pequeno, a Confinity começou a se focar na internet e em como fazer pagamentos por e-mail. Seu novo serviço ficou conhecido como PayPal.

Em março de 2000, a X.com e a Confinity decidiram juntar suas forças e realizaram uma fusão, mantendo o nome X.com. Depois de algumas semanas, a X.com captou $100 milhões em investimentos do Deutsche Bank e do Goldman Sachs. A empresa tinha mais de um milhão de clientes na época. Elon Musk continuou investindo na X.com e aumentando sua posição como o maior acionista da empresa.

A X.com foi renomeada para PayPal em junho de 2001 e já estava gerando $240 milhões por ano em receitas. Isso atraiu a atenção do eBay, que ofereceu $1.5 bilhões pelo PayPal em julho de 2002. A oferta foi aceita e Elon Musk ganhou cerca de $250 milhões com a venda de sua segunda empresa.

Nasce a Space X

Elon então decidiu se mudar com sua esposa para Los Angeles e começou a se envolver em projetos espaciais. Ele se juntou ao conselho de diretores da Mars Society, uma organização sem fins lucrativos que unia cientistas e engenheiros que queriam pensar sobre uma possível colonização do planeta Marte. A sociedade planejava enviar uma pequena estufa robótica para Marte, para utilizar o solo marciano e cultivar plantas.

Musk decidiu que usaria seu dinheiro para começar uma empresa para construir foguetes espaciais para esses projetos. Ele descobriu que poderia usar um foguete com tamanho médio para lançar pequenos satélites e cargas de pesquisa a um custo mais barato do que os que eram cobrados na indústria aeroespacial.

Depois de alguns meses de pesquisa, Musk decidiu sair da teoria para a prática. Em junho de 2002, ele incorporou a Space Exploration Technologies. A startup comprou um prédio de 7 mil metros quadrados em Los Angeles e começou a trabalhar na construção de foguetes comerciais.

Enquanto outras empresas cobravam $30 milhões para lançar uma carga de 250 kg no espaço, Elon Musk prometia que a Space X conseguiria levar uma carga de 650 kg para o espaço por $6.9 milhões.

Musk injetou $100 milhões do seu próprio dinheiro para financiar a SpaceX. Ele recrutou trainees direto das melhores universidades, assim como engenheiros que estavam motivados em trabalhar para uma empresa de foguetes. A SpaceX comprou um campo de testes no Texas, onde os engenheiros testariam os motores dos foguetes. No início, os motores só funcionavam por 2 ou 3 segundos antes de explodir. No entanto, depois de meses de tentativas e erros, a SpaceX aprendeu como construir motores confiáveis que funcionavam bem.

O primeiro lançamento oficial aconteceu em março de 2006 e o primeiro foguete da SpaceX, o Falcon 1, voou para o céu e explodiu vinte segundos depois. Os restos da explosão se espalharam pelos prédios da SpaceX.

Um ano depois a empresa conseguiu lançar seu segundo foguete. Dessa vez, o primeiro estágio do Falcon 1 funcionou muito bem, mas cinco minutos depois do voo, o foguete explodiu. Ficou claro que chegar ao espaço seria um desafio muito maior e mais caro do que Elon Musk imaginava, mas, para ele, era apenas uma questão de tempo.

E a Tesla Motors

No outono de 2003, J.B. Straubel se encontrou com Elon Musk na SpaceX para convencê-lo a investir em um projeto para construção de um avião elétrico. Musk não gostou da ideia, mas ficou muito interessado quando Straubel descreveu uma parte do projeto que serviria para construir um carro elétrico utilizando baterias de lítio. Musk topou investir $10.000 na hora.

Pouco tempo depois, Musk foi abordado pelos fundadores de uma nova empresa chamada Tesla Motors. Eles estavam procurando por um investidor que fornecesse $7 milhões para que pudessem criar e vender um carro esportivo alimentado por um motor elétrico. Elon Musk concordou em investir $6.5 milhões na Tesla Motors e isso o tornou o maior acionista e presidente da empresa.

Musk colocou os fundadores da Tesla, Martin Eberhard e Marc Tarpenning em contato com J.B. Straubel, que estava trabalhando para desenvolver baterias para carros elétricos esportivos. O time da Tesla abriu seus escritórios em um depósito de 1000 metros quadrados em San Carlos e começou a desenvolver a tecnologia.

O plano original da Tesla era simples – pegar um Lotus Elite e reformá-lo com uma propulsão elétrica desenvolvida por uma empresa chamada AC Propulsion. Eles presumiram que a Tesla seria capaz de terceirizar a transmissão e as outras partes que seriam utilizadas, mas a realidade foi muito mais desafiadora. Por exemplo, ninguém antes havia tentado combinar inúmeras baterias de lítio em paralelo. Os engenheiros precisaram descobrir como unir as baterias de maneira que não dissipassem calor e que evitassem que o fogo se espalhasse pelo veículo em caso de acidentes.

Mais tarde, eles decidiram que o novo carro da Tesla, chamado Roadster, também precisava agradar os clientes e ser bonito. A empresa contratou designers que desenvolveram um novo design feito de fibras de carbono. Em janeiro de 2006, a Tesla captou mais uma rodada de investimentos, levantando mais $40 milhões. Musk investiu mais $12 milhões no negócio.

Quando o novo Roadster foi anunciado ao mundo em julho de 2006, o preço para o carro era de $90,000. O Roadster andava cerca de 400 km por carga da bateria.  Mas quando os analistas financeiros estudaram o plano de negócios da Tesla, eles perceberam que custaria de $170,000 a $200,000 para construir cada carro que era vendido por cerca de $90,000 ao consumidor final.

Próximo da falência

Apesar de todo o progresso da Tesla, em 2008 a empresa gastou $140 milhões para desenvolver o Roadster – $25 milhões a mais do que o valor estimado no plano de negócios de 2004. Para piorar a situação, os mercados financeiros estavam passando por uma enorme crise. Pra piorar, a SpaceX fracassou em sua segunda tentativa de lançamento. A fortuna de $200 milhões de Musk estava desaparecendo.

A SpaceX estava lutando para ter dinheiro suficiente para pagar seus funcionários. A Tesla também estava enfrentando problemas financeiros e diversos artigos negativos apareceram na mídia sobre as capacidades de gerir negócios de Elon Musk.

Em dezembro de 2008, Musk desenvolveu campanhas simultâneas para levantar investimentos para a Tesla e a SpaceX. A SpaceX conseguiu captar investimentos da NASA depois do seu quarto lançamento, que foi bem-sucedido. Em 23 de dezembro, a NASA anunciou que forneceria $1.2 bilhões para a SpaceX em um contrato de serviços de transporte por doze voos para a Estação Espacial da NASA.

Enquanto isso, a Tesla precisava de mais capital ou teria que declarar falência. Musk tinha o plano de injetar mais $40 milhões na Tesla. Depois de tentar conseguir o dinheiro com alguns investidores sem sucesso, ele pegou um empréstimo com a SpaceX e financiou os $40 milhões necessários.

O que aconteceu com a SpaceX

Atualmente, o foguete Falcon 9 da SpaceX é considerado muito confiável pela indústria espacial. A SpaceX lança em média um foguete por mês, colocando satélites em órbita de diversos países e empresas.

O fato de que a SpaceX fabrica todas as suas máquinas é uma grande vantagem competitiva e fez com que os Estados Unidos se tornassem um player importante no mercado de lançamentos comerciais. Todos os seus competidores americanos da SpaceX, como Boeing, Lockheed Martin, Orbital Sciences, dependem de fornecedores russos para seus veículos de lançamento, enquanto a SpaceX fabrica tudo que ela precisa.

Isso se traduz em uma grande economia de custos para os clientes. No momento, um voo do Falcon 9 custa $60 milhões, e a empresa está trabalhando para diminuir esse custo para $20 milhões utilizando economias de escala. No longo prazo, Elon Musk acredita que o custo por voo possa ser menor que $12 milhões. Em comparação, a United Launch Alliance cobra do governo americano cerca de $380 milhões por voo.

A última geração dos foguetes da SpaceX é o Falcon 9, mas a empresa já está desenvolvendo o Falcon Heavy, um grande foguete unindo três foguetes Falcon 9 para criar um veículo de lançamento que aguentará o dobro da carga do seu maior competidor, a um terço do seu custo. A SpaceX também está desenvolvendo um porto espacial no Texas e cápsulas para atracarem na Estação Espacial Internacional. E o mais impressionante:  a SpaceX conseguiu alcançar isso tudo sendo uma empresa privada, sem abrir o capital.

O futuro dos carros elétricos e da Tesla

Depois de quase sair do mercado no final de 2008, a Tesla impressionou o mercado automotivo ao lançar seu sedan Modelo S no meio de 2012. Esse veículo elétrico luxuoso possui uma bateria, que é a base do carro, e um motor elétrico do tamanho de uma melancia que está localizado entre os pneus traseiros. Ele pode fazer mais de 480 km com uma única carga e acelera de 0 a 100 por hora em 4.2 segundos.

Para os engenheiros, o Tesla Model S tem estatísticas impressionantes. Os carros tradicionais só conseguem converter de 10 a 20% da energia da gasolina em energia de propulsão, sendo que o resto é perdido em forma de calor, resistência do vento, freios e outras funções mecânicas. Já o Model S possui apenas uma dúzia de partes móveis e é cerca de 60% eficiente. Em termos práticos, isso significa que o Model S faz o equivalente a 160 km por galão de gasolina.

O Model S não tem só um estilo incrível, mas a Tesla também reinventou a experiência de comprar um carro. Você pode comprar um Model S na loja da empresa ou no site da Tesla. Não existem vendedores insistentes, porque eles não recebem comissões. Você pode escolher pegar seu carro na fábrica no Vale do Silício ou a Tesla vai entregar o carro onde você quiser. Depois de comprá-lo você não vai precisar trocar o óleo nunca. Se houver algum problema, a Tesla vai até você e te empresta um outro carro, enquanto o seu é reparado. E, enquanto você deixa seu carro carregando, os engenheiros da Tesla podem instalar atualizações de software pela internet.

Depois de quase quebrar no final de 2008, a Tesla começou a vender seu modelo original Roadster no início de 2009. Assim que a empresa começou a ganhar tração, Musk declarou um aumento de preço para o Roadster, de $92.000 para $109.000. Os clientes permaneceram fiéis, já que compraram a ideia de tentar mudar o mundo, mas a Tesla precisou fazer o recall dos seus dois veículos, gerando publicidade negativa. De 2008 a 2012, a Tesla vendeu cerca de 2.500 carros Roadster.

Musk decidiu então que era hora da Tesla construir um novo modelo de carro elétrico. Ele se uniu a Franz von Holzhausen, um experiente design de carros. Ele e Musk desenvolveram então o design do Model S.

Quando a General Motors e a Toyota anunciaram que iriam fechar sua fábrica em Freemont, na Califórnia em 2009, Musk entrou em ação. Ele comprou a planta por $42 milhõe, a Toyota gastou quase $1 bilhão para construí-la. Além disso a Toyota anunciou que investiria $50 milhões na Tesla por 2.5% da empresa.

Musk decidiu abrir o capital da Tesla em um IPO no verão de 2010. Fazendo isso, ele poderia levantar os $200 milhões que a empresa precisava no momento. O IPO aconteceu em junho de 2010 e levantou $226 milhões para a Tesla, apesar do fato de que a empresa tinha registrado perdas de $55.7 milhões em 2009.

Quando a Tesla anunciou o Model S em 2009, prometeu começar a entregar os carros em 2010. Quando o Model S começou a ser produzido em 2012, o mundo automotivo ainda estava impressionado, apesar dos atrasos. Além disso Musk anunciou que a empresa havia começado a construir a primeira parte de uma rede de estações de carregamento, que eventualmente se espalhariam por todo os Estados Unidos. Os donos dos carros poderiam carregar suas baterias gratuitamente e o computador de bordo dos carros poderia guiá-los até uma das estações mais próximas.

Mas em 2012 a Tesla estava mais uma vez em posição financeira desfavorável. Um grande número de pessoas reservava o Model S por $5.000, mas poucas pessoas realmente compravam o carro. Musk se preocupou e fez com que todos os funcionários da empresa ligassem para as pessoas na lista de espera. Ele também negociou com Larry Page para que o Google comprasse a Tesla por $1 bilhão e por uma promessa de investimento de $5 bilhões.

Musk não precisou fechar o negócio com o Google. Em algumas semanas, o dinheiro começou a entrar e a Tesla conseguiu vender 4900 unidades do Model S. A Tesla impressionou o mercado em maio de 2013, com $562 milhões em vendas, o que fez com que suas ações pulassem de $30 para $130 em julho.

A Tesla anunciou em 2013 e 2014 que agora tinha a tecnologia para trocar as baterias do Model S em 90 segundos, pelo preço de um tanque de gasolina; anunciou também uma nova versão de alto desempenho do Model S e uma terceira geração de carro chamada Model X. Estava claro que a Tesla continuaria a se destacar e a mudar a indústria automotiva mundial.

A Solarcity e a Gigafactory da Tesla

Em 2006, os primos de Elon Musk decidiram tentar um novo desafio. Eles começaram uma empresa chamada SolarCity, que instalava painéis solares em casas. Elon se tornou o diretor da empresa e seu maior acionista.

Em 2012, a SolarCity se tornou a maior instaladora de painéis solares nos EUA, fez seu IPO em 2012 e em 2014 o negócio já era avaliado em $7 bilhões. Logo depois, a SolarCity anunciou que começaria a vender sistemas de armazenagem de energia, em parceria com a Tesla Motors. A empresa também sinalizou seu interesse em fabricar seus próprios painéis de energia solar.

Quando a Tesla anunciou que iria construir sua própria fábrica para fabricar baterias de lítio para seus carros, gerou uma grande guerra entre os estados que queriam a fábrica em seus territórios. Nevada ganhou a guerra oferecendo à Tesla incentivos tributários no valor de $1.4 bilhões. A fábrica da Tesla, chamada de Gigafactory, será a maior fábrica de produção de baterias de lítio do mundo e também vai permitir que a empresa diminua seus custos com bateria para seus novos carros.

Diante dessa redução de custos, a Tesla está trazendo ao mercado um carro SUV chamado Model X e o Model 3, que deve sair ainda em 2017. O Tesla Model 3 deve ter um preço de $35.000.

Enquanto isso, a SpaceX está se preparando para começar a levar astronautas para a Estação Espacial Internacional. A empresa também está começando a construir e vender satélites. O plano de longo prazo de Elon Musk ainda é fazer a SpaceX crescer a ponto de fazer com que seja viável construir um posto humano em Marte.

Notas Finais

Elon Musk valia cerca de $10 bilhões em 2015, mas o que realmente o diferencia da maioria dos bilionários é sua disposição em perder tudo. Por exemplo, ele não quer só uma Gigafactory, ele quer inúmeras competindo umas com as outras. Ele está disposto a usar sua riqueza para que outras pessoas se envolvam na área, mesmo que isso signifique aumentar a competição contra ele no mercado.


Diego X.
Diego X.

Digital Marketer, Expert em NeuroMarketing e Marketing de Conversões, Trainer Master Coach, PNL Practitioner e Excelência Humana.